sábado, 28 de julho de 2007

Separação entre Califórnia e México potenciam geotermia

Uma equipa de cientistas norte-americanos e mexicanos descobriu que o processo geológico que separa a Península da Baixa Califórnia, no México, do continente americano converte a crosta terrestre dessa zona numa espécie de «bolacha» que se parte de formas distintas.

«No Golfo da Califórnia encontrámos partes da crosta terrestre que se alongam muito antes de quebrar, enquanto outras apenas se partem», explicou Daniel Lizarralde, líder da investigação publicada na última edição da revista Nature.

Para usar um termo de comparação mais familiar, o investigador exemplificou com o que acontece à massa das bolachas: «Nas bolachas quentes a massa dilata-se antes de estalar, enquanto a mesma bolacha, quando está fria simplesmente se quebra sem que a massa mude de forma».

A única diferença é que, no caso da Península da Baixa Califórnia, todas as zonas da crosta terrestre estão à mesma temperatura, o que torna estranha a diferença na reacção geológica.

De acordo com o perito da Instituição Oceanográfica de Woods Hole (EUA), esta ocorrência não se registava há 15 milhões de anos, quando uma erupção vulcânica «sobrecozinhou» algumas partes desta «bolacha» geológica.

Mantendo o ponto de comparação, Daniel Lizarralde assinalou que «as bolachas que ficam durante demasiado tempo no forno se tornam mais frágeis do que as menos cozidas, ainda que depois arrefeçam à mesma temperatura».

Por esse motivo, algumas partes do Golfo da Califórnia fragmentaram-se há três milhões de anos, enquanto outras o fizeram muito mais tarde, dando lugar ao actual aspecto da Península, que se estende ao largo de 1.280 quilómetros no Oceano Pacífico.

Ainda segundo o cientista, a separação entre a Península e o continente americano está «quase completa», pelo que, dentro de 20 milhões de anos, a porção de terra agora unida ao México será uma ilha.

«Mais acima, no estado da Califórnia, a separação da terra prossegue nos Vales Imperial, Morte e Owens, o que leva a prever que a maior parte do Sul da Califórnia - incluindo as cidades de Los Angeles e San Diego - vai acabar por integrar a Península«, revelou o cientista.

Apesar destes movimentos geológicos parecerem prejudiciais, Daniel Lizarralde assegurou que poderão ser benéficos para o México em termos energéticos.

Isto porque, com as separações, a lava fica mais próxima da superfície da Terra, o que pode ser utilizado para produzir energia geotérmica, dado que o petróleo está cada vez mais escasso.

in Diário Digital

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domingo, 22 de julho de 2007

Estudantes discutem energias alterantivas em Coimbra

Estudantes de 17 países europeus vão analisar, na Universidade de Coimbra, a problemática das energias renováveis, no âmbito de um curso de Verão organizado pelo grupo Board of European Students of Technology (BEST). A partir de segunda-feira e até 3 de Agosto, 22 alunos de tecnologia vão estudar temas como a energia solar, biomassa, biogás, energia eólica, hidroelectricidade, hidrogénio ou as células de combustíveis.

Além dos 22 estudantes, oriundos de países como a Holanda, França, Grécia, Croácia, Roménia, Polónia, Eslovénia, Alemanha, Turquia, Espanha, Sérvia, Letónia, Noruega, Itália, Eslováquia, Hungria e Bulgária, vão também participar no curso 27 alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. Além da parte teórica, o curso inclui ainda visitas de estudo à empresa Martifer, ao Laboratório de Aerodinâmica Industrial da Universidade de Coimbra, à Central de Biomassa de Mortágua e à Central Hidroeléctrica da Aguieira.

A sessão de abertura está marcada para segunda-feira, às 9.30 horas, no Salão da Reitoria da Universidade de Coimbra.

Presente em 28 países europeus e em 70 universidades, o grupo BEST tem como objectivo ajudar os estudantes europeus nas áreas das tecnologias a obter experiências internacionais e a perceber as diferentes culturas europeias.

in Jornal de Notícias

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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Energia geotérmica nos Açores cresce 144% até Junho

De Janeiro a Junho de 2007, verificou-se um crescimento da produção de 4,1% comparativamente a igual período do ano transacto.
Neste período a produção de energia geotérmica teve um crescimento de 144,1% em comparação com igual período do ano anterior, passando a representar 22,7% da produção total da EDA, e 42,6% da ilha de São Miguel, a única ilha da região onde esta existe. Este acréscimo é devido à entrada em exploração da nova central geotérmica do Pico Vermelho, em Outubro de 2006.
No período em análise, verificou-se um crescimento de 17,0% de produção hídrica e um crescimento de 4,1% de produção eólica, face ao período homólogo. Estes dois tipos de energia passam a representar, neste período, 7,1% da produção total.
Até ao final deste mês, a produção de energia eléctrica na área de influência da EDA, ascendeu aos 388.164 MWh, sendo 29,8% de origem renovável e 70,2% de origem térmica, 63,0% foi obtida de produção a fuel e 7,2% de produção a gasóleo.
O consumo de energia eléctrica atingiu os 357.384 MWh, traduzindo um aumento de 4,4% em comparação com o ano transacto. Relativamente a este valor de consumo, 37,1% correspondem a consumos em Média Tensão e 62,9% a consumos em Baixa Tensão.
Do consumo total destaca-se o peso de comércio e serviços (incluindo serviços públicos) com 42,6%, os usos domésticos que representam 35,6% e os usos industriais com 17,1%.
O nível de perdas total da EDA foi de 7,9%.

in Diário dos Açores

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domingo, 1 de julho de 2007

Açores acima de 50% de renováveis

As ilhas açorianas de São Miguel e Flores registaram, nos primeiros quatro meses deste ano, uma penetração de energias renováveis de 50 e 61 por cento, anunciou hoje o vice-presidente do governo regional.

Portugal propõe-se atingir, em 2010, 45 por cento de participação de energias renováveis, lembrou Sérgio Ávila, que falava na inauguração da nova central termoeléctrica da empresa EDA no Corvo, a mais pequena ilha dos Açores.

"O forte incremento dos investimentos efectuados nos últimos dez anos permitiu que a produção de energia eléctrica com origem renovável subisse dos 69,7 milhões de kWh em 1996 para os 130,3 milhões em 2006" nos Açores.

De acordo com Sérgio Ávila, esta evolução significa uma quase duplicação das energias renováveis, com a geotermia (calor da terra) a representar 64 por cento, a hídrica 23 por cento e a eólica 13 por cento do total produzido no último ano.

Sérgio Ávila adiantou que o governo "pretende transformar o Corvo na primeira" das ilhas açorianas em termos de penetração de energia renovável. Para isso, vai ser construída uma central hidroeléctrica reversível na ilha, alimentada por um parque eólico, anunciou.

A central termoeléctrica hoje inaugurada representou um investimento de cerca de dois milhões de euros e vai substituir a anterior localizada no centro da vila e já ultrapassada.

De acordo com o presidente da eléctrica açoriana (EDA), Roberto Amaral, a nova central assegura as necessidades energéticas da ilha por "um longo período", ao mesmo tempo que melhora a qualidade do serviço prestado à população da ilha.

Roberto Amaral prevê que a ilha Terceira poderá atingir uma autonomia energética próxima dos 50 por cento dentro de ano e meio, em consequência dos investimentos na construção de uma central geotérmica e num parque eólico.

O Corvo foi a última ilha dos Açores a ter energia eléctrica, em 1963, mas recebeu agora uma nova central alimentada a gasóleo, que permite o seu funcionamento automático, sem a presença humana..

in Público

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