quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Investidores de eólicas querem maiuor estabilidade

Por movimentarem cifras bastantes elevadas em negócios cujo retorno se dá em médio e longo prazo, os investidores em energia eólica ainda esperam posicionamento mais claro do governo federal a respeito desta matriz energética para poderem fazer aportes mais maciços. Na avaliação do diretor da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abee), Fernando Ramalho, ´o Brasil precisa dar mais estabilidade aos investidores no longo prazo. Do contrário, eles vão levar os parques para a Ásia´.

A entidade propõe que o governo se comprometa com a disponibilização, a cada ano, de 1.000 Megawatts (MWs) em potência eólica. ´Para ter um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ritmo que se deseja, é preciso ampliar a matriz energética a cada ano em 4.000 MWs´, aponta.

Outro pleito do setor é a reserva para que os leilões restritos à comercialização de energia eólica, separando-as das demais fontes renováveis. ´O custo por Megawatt previsto com a construção de um parque eólico já chega bem próximo ao valor cobrado para as novas usinas hidrelétricas´, argumenta. Até dezembro de 2008, prazo final do Proinfa, devem ser implantados 14 parques eólicos que somam potência instalada de 500,5 Mega Watts (MWs) e devem movimentar capital de R$ 2 bilhões. Como hoje o Ceará tem uma demanda energética que varia entre 1.000 e 1.200 MW/hora, a energia gerada corresponderá, a partir de 2009.


in Diário de Nordeste

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