terça-feira, 10 de julho de 2007

Parlamentares açorianos querem mais energias limpas

Um grupo de deputados socialistas propõe que o Parlamento reduza a emissão de gases com efeito de estufa, instalando, se possível, sistemas de produção de energia renovável como painéis solares e escolhendo carros menos poluentes.
As medidas estão incluídas num projecto de resolução, que sugere também que o Parlamento avalie anualmente o seu desempenho ambiental e pondere a plantação de árvores para compensar a emissão de gases como o dióxido de carbono (CO2).
O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, e os deputados Jorge Seguro Sanches, Marcos Sá, Renato Sampaio e António José Seguro assinam o diploma, que já foi entregue e se insere no processo de reforma do funcionamento do Parlamento em curso.
"O Parlamento deve dar um exemplo de preocupação com o nosso planeta e com a nossa economia", defendeu Jorge Seguro Sanches, em declarações à agência Lusa.
De acordo com o socialista, "nos últimos anos já foi feito muito" no Palácio São Bento, "mas é preciso fazer mais no sentido da eficácia energética e da redução da emissão de gases com efeito de estufa".
O artigo 1º do projecto de resolução do PS determina que "a eficiência energética e a redução progressiva das emissões de gases com efeito de estufa" são uma orientação no funcionamento do Parlamento.
A realização de um inventário, reforçado por auditorias energéticas periódicas, e a elaboração de um plano de redução da emissão de gases são as primeiras recomendações estabelecidas no 2º e último artigo.
A "avaliação da viabilidade" de instalar no Parlamento "sistemas de produção de energia a partir de fontes renováveis", como a energia solar, é outra proposta.
O PS recomenda ainda a compra de equipamentos - "lâmpadas, aparelhos de ar condicionado, fotocopiadoras, televisões e impressoras" - de baixo consumo energético e com melhores dispositivos de gestão de energia.
"Na escolha de viaturas oficiais", os socialistas querem que "as emissões de CO2, privilegiando os de menor emissão", sejam um critério.
Por outro lado, aconselham "um sistema de conferências telefónicas e de videoconferência" para poupar deslocações desnecessárias.
Por fim, propõem "um relatório anual" que apresente "dados sobre a quantificação das emissões e as reduções obtidas, avaliando formas de compensação das suas emissões" como a "captura de carbono por reflorestação".
"Não tenho conhecimento de que nos outros parlamentos nacionais haja medidas destas. Não posso garantir que não existam, mas não encontrei", referiu o deputado socialista Jorge Seguro Sanches.
No diploma, o PS considera que num tempo em que "as alterações climáticas e as suas consequências são cada vez mais um tema prioritário" e com o processo de reforma do Parlamento a decorrer "não podia deixar de dar um sinal de preocupação e de exemplo".

in Diário dos Açores

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