sexta-feira, 27 de julho de 2007

China aposta nas eólicas para as Olímpiadas

As estações eólicas que vão fornecer energia para os Jogos Olímpicos de Pequim de 2008 começaram a ser construídas. O projeto reflete os esforços ambientais da China há quase a um ano do início da competição, informou na terça-feira 24 de julho a imprensa estatal.

As novas centrais energéticas, orçadas em US$ 75 milhões (R$ 138,2 milhões), são um dos projetos lançados pelo governo chinês para cumprir a meta de ter um quinto dos equipamentos olímpicos funcionando inteiramente com energia eólica. A poluição ambiental tem sido uma das principais críticas à sede dos jogos de 2008, preocupando atletas.

Os 33 geradores que estão sendo erguidos na periferia de Pequim, aos quais vão se juntar outros parques nas províncias vizinhas, fornecerão ainda eletricidade a 100 mil casas, segundo o jornal China Daily.

Em editorial, o mesmo diário afirma que os 100 milhões de quilowatts por ano que essas centrais vão produzir terão um impacto reduzido, tendo em conta as necessidades que a cidade e o país têm de combustíveis fósseis.

Só em Pequim, o consumo energético anual é de 60 bilhões de quilowatts. Mesmo com a instalação das estações eólicas, a cidade e o país continuarão dependentes da energia produzida por centrais de carvão altamente poluentes.

O jornal oficial diz que o início da construção das estações eólicas é "simbólico da nova dimensão das campanhas amigas do ambiente" no país.

Graças ao rápido desenvolvimento entre 2001 e 2005, a capacidade total das novas estruturas de energia eólica atingiu 1,26 milhão de quilowatts, tornando o país o décimo maior do mundo com capacidade instalada e o terceiro da Ásia.

Com 44 campos construídos no país, a China é já o maior mercado de energia eólica do mundo, depois da Europa, Estados Unidos e Índia, segundo a agência Nova China.

O objetivo do país é que 16% da energia gasta em 2020 seja produzida com fontes renováveis, o que representará um aumento de 7,5% em relação aos valores atuais. O rápido crescimento industrial da China transformou o país asiático num dos maiores emissores de gases de efeito de estuda, responsáveis pelo aquecimento do planeta.

Segundo uma pesquisa do governo holandês, divulgada em junho, a China ultrapassou em 2006 os Estados Unidos da América como maior emissor mundial de dióxido de carbono, o principal gás de efeito de estufa, causador do aquecimento global

A China, com mais de 1,3 mil milhões de habitantes, defende-se com as contas per capita, segundo as quais as emissões americanas correspondem ainda ao dobro das chinesas.

in Jornal Mundo Lusitano

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