sábado, 21 de julho de 2007

Aprovado Plano Energético de Sintra

Foi aprovada na última reunião privada da Câmara Municipal de Sintra a versão final do Plano Energético de Sintra (PES), o primeiro plano energético municipal do país. O projecto, que irá arrancar ainda em 2008, vai ser conduzido pela Agência Municipal de Energia de Sintra (AMES).

Luís Fernandes, presidente da AMES, apresenta o plano como resultado de “um recenseamento do potencial energético do concelho”, revelando ainda a sua provável integração no Plano Director Municipal.

No campo da produção energética, as três grandes apostas do plano passam pela construção de infraestruturas de produção de energia eólica, solar e proveniente da biomassa. A versão final do PES, produzido em colaboração com a Faculdade de Engenharia da Universidade Católica, elege como áreas de intervenção possível a “reabilitação energética do existente”, a “aplicação rigorosa” dos novos regulamentos resultantes da transposição da directiva 2002/91/EC, relativa à eficiência energética dos edifícios e “encontrar os meios para promover a utilização das energias endógenas”.

Num concelho onde “se consome muito mal a energia”, o responsável garante que a própria autarquia pode beneficiar de “grandes receitas” provenientes dos subsídios atribuídos para implementação de parques eólicos. Luís Fernandes salienta a importância das energias renováveis para os sectores terciário e industrial do sector privado” e aponta a eventual venda de créditos de emissões no mercado europeu de carbono como uma vantagem a prazo.

Do lado dos ambientalistas, a medida é vista com bons olhos. Rita Antunes, dirigente da Quercus, “considera que todos os planos energéticos são bem-vindos”. A aposta nas energias renováveis, defende, deve ser aplicada “não apenas à produção de energia eléctrica, mas também de calor”, que pode servir para fins como o aquecimento de águas das piscinas municipais.

As ligações internas nos transportes públicos do concelho são a único ponto que levanta dúvidas aos ecologistas. Rita Antunes “espera que este seja um pano pioneiro com sucesso”, mas alerta para a “percentagem da população que vive e trabalha no concelho” – a quem uma rede de transportes públicos mais eficiente poderia retirar a necessidade de utilização do transporte automóvel, mais poluente.


in Alvor de Sintra

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